Garimpo gera expectativa de moradores em Monte Santo
Previsão é que exploração de jazidas de esmeraldas possa abrir até 10 mil vagas; trabalhos devem começar em abril
Monte Santo, município localizado a 89 quilômetros da Capital, com população de cerca de dois mil habitantes, aposta no desenvolvimento da cidade com a reativação do garimpo de exploração de jazidas de esmeraldas. Os garimpeiros acreditam haver 14 afloramentos, mas, foram descobertos até agora, apenas seis. A previsão é que a partir de 25 de abril comece a exploração, após a liberação da Licença de Operação (LO), concedida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
A projeção do presidente da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Monte Santo (Coorpergemas), João Ribeiro Lopes, mais conhecido como Zito, é que até 2012 sejam gerados de oito a 10 mil empregos. O entusiasmo com o garimpo, como o presidente Zito explica, é pelo valor da pedra da esmeralda. O preço pode variar muito, pois, depende da qualidade. "Uma pedra pode custar de R$ 0,10 a US$ 10 mil", contabiliza. Duas cooperativas ganharam a concessão para a exploração da área, no entanto, apenas a Coopergemas tem a licença ambiental, sendo a cooperativa com mais membros, 303 associados. Zito diz ainda que Monte Santo é a região mais rica em pedras de esmeraldas. áreaCada garimpeiro será beneficiado com lotes de 1.250 metros quadrados. Os primeiros espaços já foram sorteados e estão localizados em terras particulares, onde é pago um valor mensal pelos garimpeiros aos proprietários. Após o início da exploração, os garimpeiros irão repassar 3% do que for produzido, aos donos das terras.
O garimpeiro Orcilio Luiz, 78 anos, é um dos vários exemplos que viu os tempos áureos do garimpo e também presenciou o período que que a maior fonte da riqueza da cidade fechou e obrigou muitos garimpeiros a arrumarem outros empregos. "Vivo da minha aposentadoria e passei 12 anos juntando dinheiro para construir minha primeira casa. Agora, a gente espera que a nossa situação melhore", diz Orcilio. Já Valdomiro Sales relata que viu o trabalho de anos ser perdido literalmente do dia para a noite. "O ex-presidente da cooperativa pegava nossas pedras vendia, mas nós nunca vimos o dinheiro", afirma Sales. O garimpeiro diz que essa nova fase supera sua expectativa. Para ele, a exploração de esmeraldas tem menos mão de obra e menos equipamentos.
Ao questionar quais os moradores que teriam ficados ricos no tempo do garimpo, os garimpeiros são unânime ao dizer "ninguém".
Entenda o Garimpo
O garimpo de Monte Santo foi reativado após 13 anos inoperante. Ele havia sido interditado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Tocantins (DNPM), pois atuava na ilegalidade. Já a concessão foi dada por meio do termo de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), que permite a exploração do garimpo. A exploração para ambas foi publicada através da portaria 268/2008, que regulamenta o procedimento de disponibilidade e prioriza as áreas efetivamente ocupadas por garimpeiros em relação a pessoas físicas.
Fonte: Jornal do Tocantins - Theíza Cristhine
Monte Santo, município localizado a 89 quilômetros da Capital, com população de cerca de dois mil habitantes, aposta no desenvolvimento da cidade com a reativação do garimpo de exploração de jazidas de esmeraldas. Os garimpeiros acreditam haver 14 afloramentos, mas, foram descobertos até agora, apenas seis. A previsão é que a partir de 25 de abril comece a exploração, após a liberação da Licença de Operação (LO), concedida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).
A projeção do presidente da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Monte Santo (Coorpergemas), João Ribeiro Lopes, mais conhecido como Zito, é que até 2012 sejam gerados de oito a 10 mil empregos. O entusiasmo com o garimpo, como o presidente Zito explica, é pelo valor da pedra da esmeralda. O preço pode variar muito, pois, depende da qualidade. "Uma pedra pode custar de R$ 0,10 a US$ 10 mil", contabiliza. Duas cooperativas ganharam a concessão para a exploração da área, no entanto, apenas a Coopergemas tem a licença ambiental, sendo a cooperativa com mais membros, 303 associados. Zito diz ainda que Monte Santo é a região mais rica em pedras de esmeraldas. áreaCada garimpeiro será beneficiado com lotes de 1.250 metros quadrados. Os primeiros espaços já foram sorteados e estão localizados em terras particulares, onde é pago um valor mensal pelos garimpeiros aos proprietários. Após o início da exploração, os garimpeiros irão repassar 3% do que for produzido, aos donos das terras.
O garimpeiro Orcilio Luiz, 78 anos, é um dos vários exemplos que viu os tempos áureos do garimpo e também presenciou o período que que a maior fonte da riqueza da cidade fechou e obrigou muitos garimpeiros a arrumarem outros empregos. "Vivo da minha aposentadoria e passei 12 anos juntando dinheiro para construir minha primeira casa. Agora, a gente espera que a nossa situação melhore", diz Orcilio. Já Valdomiro Sales relata que viu o trabalho de anos ser perdido literalmente do dia para a noite. "O ex-presidente da cooperativa pegava nossas pedras vendia, mas nós nunca vimos o dinheiro", afirma Sales. O garimpeiro diz que essa nova fase supera sua expectativa. Para ele, a exploração de esmeraldas tem menos mão de obra e menos equipamentos.
Ao questionar quais os moradores que teriam ficados ricos no tempo do garimpo, os garimpeiros são unânime ao dizer "ninguém".
Entenda o Garimpo
O garimpo de Monte Santo foi reativado após 13 anos inoperante. Ele havia sido interditado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral do Tocantins (DNPM), pois atuava na ilegalidade. Já a concessão foi dada por meio do termo de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), que permite a exploração do garimpo. A exploração para ambas foi publicada através da portaria 268/2008, que regulamenta o procedimento de disponibilidade e prioriza as áreas efetivamente ocupadas por garimpeiros em relação a pessoas físicas.
Fonte: Jornal do Tocantins - Theíza Cristhine
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